A saudade pode ser qualquer coisa que marque que fique e sirva pra lembrar, até mesmo aquele cheiro que nos remete algo ou alguém, uma paisagem, uma viagem, uma cidade. Uma frase, uma palavra, uma consoante. Uma música qualquer ou uma especifica. Um tempero, um sabor ou um prato especial. Um filme, uma novela, uma cena. O tempo frio, o tempo ensolarado, a chuva, o sol, o mar, a onda. A saudade não deixa resquícios de por que veio e nem para onde vai, mas sua presença é bastante singular, auto-suficiente, notória, ela serve para nos causar nostalgia, alegria, dor, agonia, depende do tipo da saudade sentida. A saudade é auto-explicativa.
Sheila Alexandre.
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